Vigilância Ambiental promove capacitação para agentes comunitários de saúde de Mandacaru para a identificação de casos de esquistossomose

6 de junho de 2019

Fotos: Fernando Da Hora / SECOM – Gravatá

Nesta quinta-feira (06), na Unidade de Saúde da Família – (USF) de Mandacaru, foi realizada uma capacitação pela equipe da Vigilância Ambiental do município, para os agentes comunitários de saúde que atuam na programa de controle da esquistossomose entre os moradores do distrito. O intuito do encontro foi instruir os profissionais para a ação de identificação de possíveis casos da doença na comunidade, que terá início a partir da próxima segunda-feira (10).

Os agentes irão passar nas residências e entregar um pote de coleta de fezes a cada morador. Posteriormente, serão recolhidas as amostras e levadas para o laboratório. No exame que será realizado, podem ser identificados até 13 tipos vermes, inclusive o que causa a esquistossomose. Em seguida, todos os moradores irão receber os resultados na própria casa, independentemente dos resultados.

“Inicialmente, a fase aguda da doença é descoberta através do exame de fezes. A fase crônica, que é a mais grave, só pode ser descoberta através de exames de imagem, que podem ser a ultrassom, ressonância ou tomografia no abdômen, focada no fígado e no baço, que são órgãos mais acometidos pelo verme. Essa será uma ação preventiva e que acontece já no município regulamente, para que possíveis casos sejam identificados e tratados precocemente,” explicou Pietra Lemos, Assessora da Vigilância Ambiental.

A agente comunitária de saúde, Maria do Carmo, falou sobre a importância da realização de ações como essa entre comunidades que estão mais vulneráveis à contração da doença.

“É muito importante a realização desse trabalho, principalmente, para as pessoas que moram na zona rural e que frequentam muito os locais de áreas de risco da doença. Elas precisam estar em alerta, fazer os exames e, caso seja positivo o resultado, tratar o mais rápido possível para que não se agrave, pois, se não tratada, pode, sim, levar à morte,” enfatizou.

A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo verme Schistosoma mansoni. A transmissão se dá através do caramujo, presente em rios, riachos e açudes de água doce. O animal lança o verme na água, através da desovação. Quando uma pessoa entra em contato com a água contaminada, as larvas penetram na pele e ela adquire o contágio.

Inicialmente, a doença é assintomática, mas pode evoluir e causar graves problemas de saúde, podendo haver internação ou levar à morte. Em Gravatá, de 2018 a 2019, 15 casos de esquistossomose foram confirmados pela Vigilância Sanitária do município, além de mais de 200 casos de outras espécies de vermes, como por exemplo, a lombriga.

Saiba mais:

Fatores de risco da Esquistossomose:

• Existência do caramujo transmissor;
• Contato com a água contaminada;
• Fazer tarefas domésticas em águas contaminadas, como lavar roupas;
• Morar em comunidades rurais, especialmente populações agrícolas e de pesca;
• Morar em região onde há falta de saneamento básico;
• Morar em regiões onde não há água potável.

Quais são os sintomas?

• Febre;
• Dor de cabeça;
• Calafrios;
• Suores;
• Fraqueza;
• Falta de apetite;
• Dor muscular;
• Tosse;
• Diarreia.

IMPORTANTE: Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho. Na forma crônica da doença, a diarreia se torna mais constante. O paciente pode apresentar outros sinais, como:

• Tonturas;
• Sensação de plenitude gástrica;
• Prurido (coceira) anal;
• Palpitações;
• Impotência;
• Emagrecimento;
• Endurecimento;
• Aumento do fígado.

Last modified: 6 de junho de 2019

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