Prefeitura e Comarca de Gravatá firmam parceria em programa sobre adoção legal

28 de agosto de 2019

Fotos: Ricardo Labastier / SECOM Gravatá

A Vara da Infância de Gravatá promoveu na tarde desta terça-feira (27), uma palestra sobre o Programa Acolher, iniciativa desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para evitar o abandono de recém-nascidos e orientar as mães que manifestem o interesse de entregar a criança para o serviço de adoção.

O encontro gratuito aconteceu no auditório do Ministério Público de Gravatá e contou com a participação do prefeito Joaquim Neto e de profissionais das Secretarias de Saúde e de Assistência Social. 

“É uma forma de viabilizar as adoções legais. Sabemos que é um momento difícil e nós estamos aqui para dar todo o suporte à essas mães e proporcionar um lar adequado para cada crianças. As famílias que vão adotar elas são pré-avaliadas pelo sistema de justiça. Não estamos incentivando as mães a doar os filhos, estamos aqui para acolher e dar apoio àquelas que já decidiram pela doação”, disse a promotora de justiça da comarca de Gravatá, Fernanda da Nóbrega.

Nos últimos 14 anos, só foi realizada em Gravatá uma doação espontânea e de forma legal. Segundo a juíza da vara da infância de Gravatá, Brenda Paes, esta campanha pode diminuir as adoções realizadas de forma irregular.

“Já faz muitos anos que não há doação espontânea em Gravatá e o número de famílias que querem adotar tem crescido e eu acredito que a sociedade de Gravatá não tem conhecimento de que é possível encaminhar a criança para famílias que estão preparadas para cuidar e dar um lar aos recém nascidos. Não há burocracia e há a garantia de que a criança será acolhida por uma família que está preparada e que a deseje”, disse a juíza da vara da Infância de Gravatá, Brenda Paes.

O prefeito Joaquim Neto reafirmou o compromisso do município em dar suporte ao poder judiciário neste programa.

“É uma decisão difícil e que a mulher precisa de todo o apoio e acolhimento. Nossas equipes estão preparadas para dar todo o suporte para a mãe e para o bebê. Estamos juntos com a vara da infância nesta luta para acabarmos com as adoções ilegais em Gravatá e proporcionar às crianças um lar apropriado que vá cuidar delas do jeito que merecem”, falou.

O abandono de recém-nascido é crime e o responsável pode ser condenado de seis meses a seis anos de prisão.

Last modified: 28 de agosto de 2019

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