Maria da Penha vai à Escola: Palestra debate a lei e orienta alunos da rede municipal

16 de agosto de 2017

Fotos: Anderson Souza / SECOM Gravatá

Alunos do oitavo e nono ano da Escola da Serra, participaram na manhã desta quarta de uma palestra sobre o combate à violência contra a mulher.

A palestra faz parte do projeto “Maria da Penha vai à Escola”, uma parceria entre as Secretarias Municipais da Mulher e da Educação com o Governo do Estado. Os estudantes receberam orientações sobre como funciona a lei e formas de prevenção e combate à violência doméstica.

O prefeito Joaquim Neto frisou o compromisso da gestão em desenvolver atividades educativas na formação de cidadãos responsáveis.

“Ações como estas são de suma importância para erradicar a  violência. As pessoas precisam entender que não é normal certas atitudes e comportamentos. A educação é a chave e nós vamos investir na formação de nossas crianças e adolescentes.” Afirmou.

Para reforçar a campanha municipal, o ônibus da DPMUL (Departamento de Polícia da Mulher) chegou logo cedo ao município, e realizou a distribuição de material didático e informativo. A palestra foi ministrada pela equipe do DPMUL, que abordou o tema de forma dinâmica e instrutiva, o que ganhou a atenção do público presente.

“Polícia não é só repreensão, é também prevenção, instrução. É nessa idade que é feita a formação de valores e caráter, onde precisamos trabalhar para que se tornem cidadãos conscientes, sem preconceitos, que respeitam e valorizam a mulher.” Disse a delegada da DPMUL, Gleide Ângelo.

Eduardo Braga, Comissário Especial, elogiou a atitude municipal.

“O machismo e a violência são graves problemas que só podem ser extintos através da educação, e ver que em Gravatá o prefeito, os secretariados e a comunidade civil estão recebendo nossa equipe de braços abertos é estimulador, pois sabemos que fará muita diferença no futuro.” Falou.

Em Pernambuco, do dia 1 de janeiro à 31 de julho, foram registrados aproximadamente 18 mil Boletins de Ocorrência, onde mulheres denunciaram agressões físicas, morais, patrimoniais, psicológicas e sexuais, enquadrando o agressor na Lei Maria da Penha. Apesar do número ser alto, apenas um caso de feminicídio foi registrado, o que identifica o papel da polícia como eficaz na proteção das mulheres diante de seus agressores, por isso é fundamental a denúncia.

A estudante Cardoso, assistiu a  palestra e destacou a importância de ajudar e não julgar as mulheres que sofrem violência doméstica.

“Elas se sentem inferiores aos seus agressores, são menosprezadas e submissas, por isso tantas vezes se calam. Tem um ditado popular que as pessoas costumam dizer que “Briga de marido e mulher não se põe a colher”, devemos sim denunciar o caso da vizinha que sofre agressão, apoiar e ajudar para evitar que as coisas se agravem.” Disse.

Representantes do Conselho Tutelar, Secretaria de Educação, Assistência Social e o vice-prefeito Danilo Melo, estiveram presentes na ocasião. A Secretária da Mulher, Taciana Medeiros, apontou o dia de hoje como um grande momento na luta contra a violência.

“Vamos levar esse assunto a debate com frequência, multiplicar as informações que possuímos, ajudar o máximo de pessoas possíveis, para que o cenário mude e a mulher possa se sentir segura e confortável em qualquer lugar.” Falou.

Last modified: 16 de agosto de 2017

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