Lei Maria da Penha é discutida durante encontro promovido pela Secretaria da Mulher – Prefeitura de Gravatá Lei Maria da Penha é discutida durante encontro promovido pela Secretaria da Mulher – Prefeitura de Gravatá

Lei Maria da Penha é discutida durante encontro promovido pela Secretaria da Mulher

8 de maio de 2018

Na tarde desta terça-feira (08), a Secretaria da Mulher de Gravatá realizou uma palestra sobre a Lei Maria da Penha para a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

O encontro foi promovido no auditório da  Secretaria de Educação e contou com as palestrantes Dra Danúbia Andrade, delegada da Polícia Civil de Gravatá e Nadiedja Matias, defensora dos Direitos e Cidadania do Instituto Maria da Penha, palestrando sobre o tema “Eu sou mulher de coragem: eu mudo minha história”.

A secretária da Mulher do município, Taciana Medeiros, explicou que a palestra é uma continuação do trabalho que a Secretaria vem realizando desde 2017.

“Essa é mais uma ação que fizemos para a sociedade civil, para as associações, conselhos, juntamente com as secretarias de Assistência Social, Educação e Saúde. Vamos tentar fazer o Maria da Penha nas Escolas, levando o conhecimento da violência doméstica para combater o feminícidio em todas as classes, é com informação que construíremos uma sociedade menos agressiva” Disse.

De acordo com a delegada Dra. Danúbia, a importância deste tipo de ação é que traz para a mulher o conhecimento sobre assuntos tratados de forma banal, esclarecendo-as sobre os seus direitos.

“Muitas vezes as mulheres não denunciam a violência por medo ou por dependência econômica dos agressores. Na delegacia de Gravatá procuramos atender as mulheres vítimas de violência doméstica de forma prioritária e contamos com o do Disque Denúncia, através do número 180, uma ferramenta que garante o anonimato, onde as pessoas podem denunciar sem medo”. Explicou.

Números da violência: De acordo com pesquisa feita pela Datafolha e encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança, 503 mulheres brasileiras são agredidas a cada uma hora. Só em 2016,  22% das mulheres sofreram ofensa verbal, um total de 12 milhões. Além disso, 10% das mulheres sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo. E ainda: 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro.

Last modified: 8 de maio de 2018

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